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Como usar óleos essenciais: 7 coisas que devia saber antes de começar

  • vanessadasilvaarom
  • 21 de dez. de 2024
  • 6 min de leitura

óleos essenciais

Desde criança, que tenho uma enorme paixão pela Natureza e os seus poderes de cura. Sempre tive uma enorme curiosidade sobre como as plantas podem ajudar a melhorar a nossa saúde e bem-estar de forma natural.


Com o passar dos anos e a minha experiência em farmácia comunitária, essa paixão foi crescendo e percebi que o caminho seria mesmo por aí, pela cura pela natureza. Sempre acreditei na prevenção da doença e no cuidado integral da pessoa, olhando-a como um todo (corpo-mente-espírito).


Em 2022, durante uma formação conheci uma colega que me falou mais acerca do maravilhoso mundo da aromaterapia. A partir daí comecei a explorar mais sobre como a aromaterapia pode ser uma ferramenta poderosa para melhorar a saúde e o bem-estar. Comecei a usar óleos essenciais para relaxamento, e percebi os resultados incríveis que tinha também no controlo da ansiedade. O resultado foi tão positivo que, em 2023, dei mais um passo e formei-me em Aromaterapia Clínica Integrativa.


Mas, como acontece com muitos iniciantes também cometi erros ao usar óleos essenciais. Por isso, reuni neste artigo 7 coisas que gostaria que me tivessem dito antes de começar. Quer esteja a dar os primeiros passos ou já use óleos essenciais há algum tempo, esta lista será um guia útil para aproveitar ao máximo o que a aromaterapia tem para oferecer.


1) Nem todos os óleos essenciais são iguais


Na aromaterapia é crucial usar óleos essenciais que sejam 100% puros. Fragrâncias sintéticas, além de não terem qualquer ação terapêutica, podem causar irritação na pele. A indústria dos óleos essenciais não é regulamentada, portanto, nem todos os óleos que vemos rotulados de 100% puros, o são na verdade. É preciso ter em conta alguns critérios para garantir que está a comprar um produto de qualidade.


O que ter em conta na hora de comprar?


  • Nominação científica: o rótulo deve sempre incluir o nome botânico da espécie da planta da qual o óleo essencial foi extraído. Por exemplo: lavanda - lavandula angustifolia.

  • Outros ingredientes: óleos essenciais puros não devem ter mais nenhum ingrediente adicionado. Muitas vezes, algumas empresas adicionam óleos vegetais para reduzir os custo, interferindo na pureza do óleo essencial.

  • Preço: alguns óleos essenciais precisam de uma grande quantidade de material para serem extraídos, como o caso do óleo de rosas. Desconfie de preços baixos nestes casos.

  • Armazenamento: dê preferência a óleos essenciais armazenados em frascos de vidro escuro, uma vez que preservam melhor as propriedades terapêuticas.

  • Certificado bio: no rótulo deve estar presente o logo de agricultura biológica, o que assegura que não foram usados químicos de síntese na produção das plantas. Não é um fator obrigatório, mas na minha opinião é extremamente importante.


2) Natural nem sempre significa seguro


Ouço tantas vezes a frase " Ah, se é natural não faz mal." Um crença muito comum, mas que pode tornar-se perigosa. Deixo-lhe aqui alguns exemplos de coisas naturais mas que podem trazer consequências:


  • Cogumelos, caroços de maçã e erva de São João podem ser tóxicos

  • Gingko biloba se usada com anticoagulantes pode levar a quadros hemorrágicos

  • A dedaleira, uma planta conhecida pela maioria de nós, é outro exemplo. Contém substâncias que podem ser tóxicas se ingeridas.


dedaleira
Dedaleira

Não é por algo ser natural que é livre de riscos, e isso erve também para os óleos essenciais. São altamente concentrados e, quando usados de forma inadequada podem causar reações adversas.


Então, para serem utilizados com segurança:

  • Considere fatores como a idade e condições de saúde

  • Use-os na diluição adequada e pelo período de tempo recomendado

  • Sempre que tiver dúvidas, procure um aromaterapeuta certificado.


3) Menos é mais


Apenas 1 gota pode ser o suficiente!

Óleos essenciais para o equilíbrio emocional ou até mesmo para uma dor de cabeça, têm uma eficácia excelente se usados na dose correta. Usar mais não significa melhores resultados e pode levar ao desperdício e ao aumento do risco de reações adversas.


Diluir permite ainda aumentar a rentabilidade do seu óleo essencial sem impactar as propriedades terapêuticas, diminui o risco de reações adversas e até aumenta a absorção.


4) Como usar os meus óleos essenciais para poder obter mais benefícios?


Quando comecei a usar óleos essenciais, também não tinha conhecimento de muitas coisas, e uma delas era como e onde poderia aplicar os óleos essenciais para tirar o máximo partido dos seus benefícios.


De uma forma geral, aplicamos topicamente quando procuramos um suporte mais localizado (ex: para dores de cabeça, aplique nas têmporas e nuca). Se procurar trabalhar questões emocionais e até mesmo mentais, pode aplicar em zonas que o aroma possa ser mais sentido como no pescoço, ombros ou pulsos. No entanto, para este tipo de questões a melhor forma de utilização é através da inalação, pois o olfato está diretamente ligado ao nossos sistema límbico (centro de controlo emocional e comportamental), aumentando o efeito terapêutico. Também é muito comum aplicar na planta dos pés, na zona reflexa ao "órgão" que queremos tratar.



onde aplicar óleos essenciais


Deve sempre evitar a aplicação de qualquer óleo essencial nos olhos e mucosas, devido ao risco acrescido de reação adversa.


5) Óleos essenciais e água não se misturam


Sempre vi imensas indicações de adicionar óleos essenciais diretamente na água do banho ou até mesmo para ingestão. E o que eu não sabia era que isto é completamente errado!

Os óleos essenciais são hidrofóbicos (são repelidos pela água) e lipofílicos (gostam de lípidos/gorduras). É por isso que são diluídos num óleo vegetal e não em água. Se adicionarmos uma gota de óleo essencial num copo de água, podemos ver que mesmo agitando, as partículas vão querer sempre voltar ao topo ou então agarrar-se às paredes do copo, acabando por nunca se misturarem com a água.


E porque isto é tão importante?


Se os óleos não forem diluídos corretamente e os aplicar puros diretamente na pele, está a aumentar o risco de sensibilidade e irritação.


Então como pode adicionar os óleos essenciais, de forma segura, ao banho ou a um escalda pés?


  • Diluir num óleo vegetal. Apesar deste também não se misturar com a água, dilui o óleo essencial que vai entrar em contacto com a pele. Além disso, os óleos vegetais podem ser extremamente hidratantes para a nossa pele.

  • Outra opção é diluir previamente num gel de banho ou sabão neutros.


⚠️ Quanto à ingestão, nunca o faça sem acompanhamento de um aromaterapeuta e muito menos sem diluir o óleo essencial.


6) Nem todos os óleos essenciais funcionam de forma igual para todos


Na internet podemos encontrar centenas de receitas já prontas para mil e uma situações diferentes, mas é importante perceber que aquilo que funciona para uma pessoa pode não funcionar da mesma forma consigo. As respostas a um óleo essencial são totalmente subjetivas e individualizadas, com base nas nossas experiências, memórias, e mesmo preferências.

Todos nós somos seres únicos com personalidades, dietas, crenças, padrões e vivências diferentes. É por isso que é tão importante o conhecimento ou o seguimento com um aromaterapeuta, para que juntos possam escolher os óleos essenciais mais adequados para si, de forma a trazer todos os benefícios da aromaterapia para a sua vida.


6) Alguns óleos essenciais podem provocar fotossensibilidade


Quando aplicamos um óleo essencial, esta é uma das coisas que normalmente nem nos vem à cabeça, mas que pode provocar danos na pele.


Alguns óleos essenciais contêm furanocumarinas, uma classe especial de moléculas que se caracteriza por aumentar a sensibilidade da pele à luz solar, sendo a mais comum o bergapteno.

As furanocumarinas podem ser encontradas em diversas espécies de plantas, nas quais as mais comuns são as cascas de cítricos, abrangendo os respetivos óleos essenciais (se prensados a frio). São exemplos:



óleos essenciais ricos em furanocumarinas

Se após a aplicação do óleo essencial, a pele for exposta à luz solar, pode surgir vermelhidão, manchas, erupções cutâneas e até mesmo queimaduras, depende do tempo de exposição e quantidade aplicada.

É por isso que sempre que aplicarem na pele óleos essenciais ricos nestas moléculas devem ter alguns cuidados.

  • Após a aplicação, a exposição à luz solar deve ser evitada durante pelo menos 6H-8H, em média. Em alguns casos são necessárias pelo menos 12H.

  • Cubra a área onde foi feita a aplicação. Bloquear os raios UV também ajuda a reduzir os riscos de reação.



A aromaterapia tem o poder de transformar o nosso bem-estar de uma forma muitas vezes surpreendente.

Através da natureza, podemos trazer para a nossa vida relaxamento, equilíbrio e até mesmo cura. No entanto, é essencial compreender que, apesar de naturais, os óleos essenciais exigem respeito, cuidado e conhecimento.


Eu mesma passei por uma jornada de aprendizagem e experimentação, e hoje, com mais conhecimento e consciência, posso afirmar que: o verdadeiro poder da aromaterapia está em usá-la de forma personalizada e consciente. Cada aroma, cada gota, podem ajudar-nos a reconectar com o nosso corpo e mente de uma forma única e transformadora.


Se também sente que a natureza pode trazer mais harmonia à sua vida, convido-a(o) a explorar este universo com mais profundidade. Juntos, podemos descobrir como a aromaterapia pode ser o início para uma vida mais leve, equilibrada e saudável.


Está pronta(o) para começar essa transformação? Vamos dar esse primeiro passo juntas(os). Explore os meus serviços e permita-se viver a experiência de transformação que a aromaterapia lhe pode proporcionar.


O seu corpo, mente e espírito agradecem!






Aviso: Este blog é apenas para fins informativos gerais. Não dispensa a avaliação por um profissional de saúde. O uso da informação deste blog ou materiais vinculados é por conta e risco do utilizador. É importante garantir que não há contraindicações na aplicação dos óleos essenciais, para não causar danos.

 
 
 

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