O que é a aromaterapia? Uma viagem pelos benefícios desta prática milenar
- vanessadasilvaarom
- 29 de nov. de 2024
- 4 min de leitura

A aromaterapia é muito mais do que uns cheirinhos agradáveis. É uma prática ancestral que tem acompanhado a humanidade ao longo da sua história, e que utiliza os poderosos benefícios dos óleos essenciais para promover equilíbrio físico, mental e emocional.
Se procura uma maneira mais natural de melhorar a sua saúde e bem-estar, a aromaterapia pode ser o caminho. Neste artigo, vou explicar-lhe o que é e contar um pouco da sua fascinante história.
O que é a Aromaterapia?
É uma prática terapêutica que utiliza óleos essenciais extraídos de plantas aromáticas para promover o equilíbrio físico, mental e emocional. A aromaterapia não é placebo ou um simples aroma, é uma prática fundamentada em evidências, é pura química. Os óleos essenciais são constituídos por dezenas ou centenas de moléculas químicas diferentes, que interagem com o organismo, promovendo efeitos terapêuticos reais e mensuráveis.
Como os óleos essenciais atuam no corpo e na mente?
Os óleos essenciais interagem com o corpo de forma poderosa e eficaz, seja através da inalação ou da absorção pela pele.
Quando inalados, os compostos voláteis dos óleos essenciais sinalizam o nervo olfativo, que por sua vez, estimula diretamente o sistema límbico (a parte do cérebro responsável pelas emoções, memória ou comportamento). Isso explica como certos aromas podem provocar relaxamento imediato, aumentar o foco ou melhorar o humor e até mesmo ativar determinadas memórias.
Já através da pele, os óleos essenciais são absorvidos e entram na corrente sanguínea. Podem ser utilizados para aliviar dores musculares, melhorar a circulação, promover a regeneração da pele ou até equilibrar o sistema hormonal. Esse processo, combinado com a sua ação a nível cerebral, faz dos óleos essenciais uma ferramenta completa para tratar corpo e mente de forma integrada.
Este equilíbrio entre efeitos físicos e emocionais é o que torna a aromaterapia clínica uma prática tão eficaz e transformadora.
Breve história da Aromaterapia: da antiguidade aos dias
de hoje

Com raízes profundas em civilizações antigas, a aromaterapia é valorizada há milénios pela sua capacidade de promover cura e bem-estar.
Antiguidade: Os primeiros usos
Acredita-se que os chineses possam ter sido uma das primeiras civilizações a utilizar plantas aromáticas. As suas práticas envolviam a queima de incenso para harmonizar e criar equilíbrio.
Mais tarde, os egípcios também ficaram conhecidos pelas suas práticas com ervas aromáticas e óleos infundidos. Foram uma das civilizações com maior impacto na história da aromaterapia, uma vez que inventaram uma máquina rudimentar de destilação que lhes permitia extrair os seus óleos essenciais. Usavam-nos no embalsamento, em práticas espirituais, medicinais, perfumaria e cosmética.
Gregos e Romanos também conheceram os benefícios das plantas aromáticas e usavam-nas para fins aromáticos e também medicinais. Na Grécia Antiga, filósofos como Hipócrates e Galeno começaram a documentar os benefícios terapêuticos das plantas. O uso de óleos essenciais expandiu-se, sendo aplicados em massagens e banhos para ajudar a aliviar doenças e promover a saúde.
Idade média: O renascimento dos aromas
Durante a Idade Média, o uso de óleos essenciais continuou, especialmente em conventos e mosteiros. Os monges cultivavam plantas aromáticas e preparavam remédios naturais. Com o avanço do comércio, óleos de diferentes partes do mundo começaram a chegar à Europa. Um acontecimento importante para a destilação dos óleos essenciais veio com a invenção do tubo de refrigeração no século XI. Avicena inventou um tubo de destilação mais eficiente, o qual ainda usamos nos dias de hoje.
Século XX: A descoberta da aromaterapia como a conhecemos

A aromaterapia moderna começou a ganhar forma no século XX, especialmente através do trabalho do químico francês René-Maurice Gattefossé. Após um acidente no seu laboratório, usou óleo essencial de lavanda para tratar uma queimadura e ficou impressionado com os resultados. Começou então a focar os seus estudos nas propriedades terapêuticas dos óleos essenciais e cunhou o termo "aromaterapia".
Outros nomes também importantes na história da aromaterapia, como Jean Valnet, conhecido por utilizar óleos essenciais no tratamento dos soldados feridos durante a guerra, também contribuíram para o avanço do conhecimento da aromaterapia clínica.
Desde o final do século XX há uma grande e crescente procura e utilização de soluções naturais, e a aromaterapia não é exceção. A sua evolução, desde os antigos egípcios até aos dias atuais, mostra como a busca por métodos naturais de cura é intemporal.
Atualmente, a aromaterapia ganhou popularidade como uma abordagem complementar na promoção da saúde e do bem-estar. É uma forma de estar mais próxima da Natureza, e pode ser facilmente integrada na nossa rotina.
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